"... já que o rei não vai vira humilde?..."
O que era pouco, ficou muito e o universo não é mais mesmo
Agora o seu mundo é um mundo e a voltinha no bairro pode virar quilômetros no barro!"
Começando inspirado que venho me explicar. O que faço não é de ontem e encontrei na net um jeito de expandir minhas ideias e motivar os que querem mais.
Andar de bicicleta para mim sempre foi algo libertador, na verdade a bike sempre foi sinônimo de liberdade. Não aquela de filme ou mesmo aquela que sonhamos quando vemos o horizonte e um por do sol em uma colina tipo proteção de tela do "Windows"(essa veio depois). O que estou falando é ir e vir, ser um pouco dono do meu tempo.
Comecei a pedalar acho que com uns 5 anos, mas o nascimento foi aos onze ou doze ( põe no doze kkk). Odiava ficar acordando meu pai para me levar para escola ou pior esperar ele ir me buscar, ficava pensando: " o que faria se tivesse chegado em casa, ver globo esporte, chaves, desenho e etc". Desejo bem egoísta e infantil, e não os culpo pelos atrasos, pois eram tempos bem difíceis e minha família trabalhava muito, mas era o que me movia.
A brilhante ideia não sei da onde veio, mas veio. Usava um bicicleta de aço, 26er, com freio de ferradura e bem maior que o ideal para um moleque de 1,30 de altura ( chutei). Meu tio Michaelson me deu de presente. Cara, aos moldes de hoje uma bike muito simples, mas ai que tá, nem sempre o valor ta no preço e acredito que para ele me presentar naquele momento não foi fácil. (muito agradecido).
Seguindo o roteiro, então comecei a me deslocar por mim. Respeitando meus limites (idade, horários, distancia, Katia S2 "rs") e gradativamente conquistando espaço. Passei a trabalhar (se é que andar de bicicleta era trabalho pra mim) e meu universo virou a cidade que nem era tão grande como hoje.
Com o tempo fui conhecendo o mundo em minha volta e entendendo que podia mais. Logo meu pai se interessou pela trilhas, comprou uma bike e durante muito tempo andamos juntos ( ajudem a incentivar o piloto adormecido #voltaloiola ).
Aprendi com minha família e compreendi com bike que na vida tudo tem um limite e se você ficar escondido atras dele pode ser tranquilo e bom, entretanto se você por a cara no vento vai ficar exausto, cansado, moído, destruído e um sem numero de sentimentos que a aparentemente pode ser ruins, mas no fim vão te levar ao horizonte do wallpaper do Windows. Dai você vai fazer parte do sonho e estará do lado de fora da "janela".
Como perceberam ate aqui não gosto só de pedalar, gosto do meio e do fim. Acredito piamente que através do Pedal Modinha posso quitar parte de minha divida pessoal com a bike ajudando seus adeptos a vencer seus limites!
Terminado o verso da musica Triunfo do Emicida que citei no começo:
"... vou fazer o humilde virar rei!"
obs.: Nos próximos capítulos trarei dicas de profissionais de Ed. Física, para vocês que estão começando. Inscrevam-se e não percam!

