segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Para todos os estilos!

 FDS movimentadíssimo no interior de Goiás, teve de tudo: Passeio, Maratona de Dupla, Campeonato Goiano e XCO.

Começamos com um passeio super tranquilo no sábado a tarde. O passeio promovido por uma academia aqui da cidade, contou com aproximadamente 200 pessoas. Foi possível encontrar amigos, jogar conversa fora, trocar experiencias e se divertir sem um pingo de compromisso com resultados.


Já no domingo o bicho pegou e foi paulada em todos os cantos:


Desafio da Macaca 2015 que debaixo de muito sol e baixa umidade deixou Bonfinópolis-GO repleta de ciclistas de todo estado. Leiam o material completo no Bike Giro .


Rachão da Águas:  Mais uma vez o evento de sucesso na Fazendo do nosso amigo Luciano Jacob, dono de uma pista de XCO clássico todos que estiveram em sua residencia não tiveram o que reclamar e mais uma vez a corrida foi demais! (logo terei que ir conhecer pessoalmente, me aguarde!!!)

IV Rachão (desafio dos Calangos): Como todo rachão que realizamos em Rio Verde sempre tentamos inovar, desta vez a formação de duplas foi o diferencial. As duplas se enquadraram em sub 29, master e mista.
A concentração ocorreu no clube dos 30 e logo foi dando corpo ao evento, biker de toda região foram chegando trazendo suas maquinas.







A largada se deu aproximadamente as 9h, um sol de 30° reinava e graças a uma chuva na noite anterior a poeira deu uma trégua.





O percurso se deu em meio a estradas da região, com subidas compridas e estradas largas alternando  pequenas estradas de fazenda cheias de arvores e sombra, o que dava um amenizada no calor. O percurso total foi de 50 km com acumulado de elevação entorno de 600 m, nada muito exigente, mas que exigia uma certa atenção pois qualquer vacilo os correntes conseguiam abrir grandes diferenças.




Por fim, a prova se realizou com sucesso, a cada dia vem ganhando mais vigor e competidores e isso nos da esperança de enfim conseguir reviver o ranking anual em nossa cidade.
Sub 29
Mista
Master
Parabéns aos organizadores e competidores de todos os eventos!





quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Bons filmes para os dias sem pedal!

Estávamos falando sobre filmes e aproveitando que estou na enfermaria, então resolvi postar uma lista de filmes que envolvem bicicletas. 

Eram 10 e virou 11, mas poderia ser 12, 13, 14, 15...

A autoria e do blog listas de 10.

Aproveitem e comentem, é noix modinhas!!!!



10 Filmes sobre Bicicletas


 As bicicletas foram inventadas no século XIX e hoje são valorizadas com um meio de locomoção barato e ecológico.
Alguns filmes têm cenas cruciais envolvendo bicicletas, outros as têm como tema.
Aqui está uma lista de 10 filmes sobre bicicletas.





1.  Father and Daughter (linda animação de curta metragem, ganhadora do Oscar de 2000. dirigida pelo holandês Michael Dudok de Wit conta a história de um pai que dá adeus à sua filha, que volta de bicicleta todos os dias na esperança de que ele retorne)












2.  O Vencedor - Breaking Away (Dennis Christopher é um rapaz que decide participar de uma competição de ciclismo, que acontecerá em sua cidade. filme surpresa das indicações do Oscar de melhor filme em 1979 - ganhou de roteiro)











3.  Ladrões de Bicicleta (legítimo representante do neo-realismo italiano, onde a miséria dá o tom. homem consegue um emprego como colador de cartazes e precisa de sua bicicleta, que está empenhada. para retirá-la, a mulher empenha os lençõis. no seu primeiro dia de trabalho, sua bicicleta é roubada, ele encontra o ladrão, mas ninguém lhe dá atenção. revoltado rouba outra bicicleta e é preso... triste, não?)












4.  O Escocês Voador (Jonny Lee Miller encarna o famoso corredor Graeme Obree, que de origem humilde e portador de transtorno bipolar tornou-se campeão mundial de ciclismo pedalando uma bicicleta que ele mesmo construiu com sobras de metal. bom filme)











5.  Competição de Destinos - American Flyers (dois irmãos - um deles é Kevin Costner - lutam para vencer uma importante competição de ciclismo e recuperar o afeto e respeito entre eles, mas temem que uma doença congênita que afligiu seu pai, também os atinja. fraquinho)












6.  Carrossel de Esperança - Jour de Fête (numa pequena aldeia francesa é dia de festa. numa sessão de cinema ambulante, o carteiro local - Jacques Tati - vê como funciona os correios americanos e decide implementar uma bicicleta para agilizar seu trabalho. vale pela graça ingênua de Tati)












7.  O Caminho das Nuvens (Wagner Moura é um caminhoneiro desempregado que leva a mulher e os cinco filhos numa viagem de bicicleta da Paraíba ao Rio de Janeiro - 3200km - para conseguir o sonhado emprego. bom filme de Vicente Amorim)











8.  As Bicicletas de Belleville (um menino solitário só se alegra em cima de uma bicicleta. percebendo a aptidão do garoto, sua avó decide treiná-lo para ser um campeão e participar da volta da França. um desenho animado original e muito bom)














9.  O Prazer de Ganhar - Quicksilver (Kebin Bacon é um bem sucedido corretor da bolsa, até perder tudo num negócio arriscado. desiludido decide virar entregador de uma empresa que faz entregas com bicicletas, para desgosto da família, mas faz novos amigos e se realiza. ruim pacas)
















10.  E.T. - O Extraterrestre (não é sobre ciclismo, mas os garotos do filme não saem de cima de suas bicicletas. além disso, tem a cena com bicicletas mais famosa da história cinema, o ponto alto do filme. mágico!)  










11.  Perigo por Encomenda (Joseph Gordon-Levitt é um courier em Nova York - lá não existem moto-boys, mas bike-boys - encarregado de levar uma encomenda até Chinatown, mas o envelope é cobiçado por um policial corrupto - Michael Shannon - que o persegue por toda cidade. boas cenas de perseguição, com uma edição ágil)

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O maior tombo que o ciclismo levou!

Quem viu se impressionou, porem o que parecia incrível na verdade era um esquema grandioso que envolvia interesses diversos.

Agora em outubro será lançado o filme The Program, que contara como foi a carreira de Lance Armstrong.


Para quem não estava nesse mundo, LA dominou Le Tour de France  de 1999 a 2005, ganhou e foi incrivelmente fantástico.

Não era muito fã do cara (gostava do Pantani, impulsionado por um amigo que usava bandana igual a  ele, né não Rodolfo? ), mas era difícil questionar sua superioridade. Ele enfrentou grandes ciclistas, teve câncer nos testículos, fez tratamento, voltou a competir, fez uma fundação para ajudar pessoas com câncer Livestrong, ficou globalmente famoso e etc, etc, etc

Porem um dia a casa caiu e tudo veio abaixo...


Estou ansioso para ver este filme, ter uma nova ideia sobre o caso e procurar entender porque ele em uma entrevista a pouco disse que se acontece de novo ele se doparia novamente.






A bike nos proporciona uma sensação de liberdade e acredito que esse espirito não combina com isso tudo.

Ai pergunto a vocês, o que acham, o que fariam, será que foi vaidade ou ganância?




terça-feira, 15 de setembro de 2015

Como alguém simples pode ser tão grande!


E ai modinhas!

Acho engraçado como pequenas coisa  me comovem e me modificam, esses dia vi uma reportagem do "O Popular" sobre a Vera da Bicicleta, uma senhora simples, aposentada da policia civil e ciclista por opção. Quando falo "ciclista", não me refiro a atleta, falo de ciclista de dia-a-dia, bicicleteira (goianes bruto) ou melhor "Bicicreteira" (kkkk)

Ela foi pioneira na Policia Civil, aposentou, venceu na Faculdade, virou professora e mais algumas coisinha.

Certa vez tinha lido uma citação do pintor van Gogh falava que grandes coisas não se fazem por impulso, mas pelo emaranhado de pequenas coisas. Acho que uma grande pessoa se faz realmente assim, por uma serie de pequenas ações.

Então leiam e conheçam a Dona Vera!

"12/09/2015 05:01                                                                                     Wildes Barbosa


Pedala, limpa a gota de suor que escorre pelo rosto e volta a pedalar. A subida é íngreme, mas fôlego não falta à ciclista de inacreditáveis 61 anos. Fôlego e coragem marcam a trajetória de Vera Lúcia Nascimento Virgílio, agente da Polícia Civil de Goiás aposentada. Nas ruas de Goiânia, ela é conhecida como a moça da bicicleta, o que provoca um imenso sorriso. Os dentes muito brancos contrastam com a pele negra. Ganhou o apelido de Vera Sorriso. Para todo lado que vai, é na bike. Quando resolve se aventurar pela cidade a pé, sempre aparece alguém perguntando:

- E a bike?

A paixão pela companheira de duas rodas, quase uma extensão do corpo de 47 quilos distribuídos em 1,69 m de altura, nasceu ainda criança ao ver o pai pedalar. Mineiro de Uberlândia, José Virgílio veio para Goiânia nos anos 1950 para ser gerente de uma pensão na Avenida Anhanguera, em Campinas. Tinha planos de dar uma vida melhor à família. A nova capital ainda era um projeto de cidade e a bicicleta, o meio mais apropriado para circular pelas ruas de poeira vermelha.

Da garupa do pai, guarda as melhores lembranças da infância. As piores também. A esquina, o carro em alta velocidade e a bicicleta retorcida no chão sujo de sangue fazem parte das memórias de Vera. Foi em cima dela que José Virgílio morreu aos 40 anos. Deixou uma viúva, duas filhas pequenas e o sonho de uma vida melhor. A foto dele na parede da casa virou um pequeno altar. Mas o que era para ser um trauma da infância de Vera Sorriso virou estímulo pela luta por um trânsito mais humano. A moça herdou do pai o amor pelo pedal e a bicicleta retorcida que voltou a andar.

- Sua morte é uma dor que trago comigo, mas pedalar me faz sentir mais próxima dele.

Pedala, desvia dos carros que espalham nuvens de fumaça preta e volta a pedalar. Alguns passam rente, bem pertinho, mas a mulher na bicicleta continua serena a pedalar. Sofreu um único acidente em todos esses anos de ciclista. O retrovisor de uma van bateu em sua cabeça e a jogou no chão. Os 30 pontos são testemunhas de que ela não morreu por milagre. Chegou coberta de sangue ao hospital em uma viatura do Corpo de Bombeiros. Nada, porém, que abalasse sua paixão por pedalar. Já viu amigos ciclistas tombarem no chão e nunca mais levantarem.

Como tantos outros ciclistas de Goiânia, Vera parece ter se acostumado a lidar cotidianamente com uma realidade hostil: motoristas que enxergam o ciclista como um estorvo no trânsito. Apesar dos riscos, a mulher tímida tem orgulho de ter conseguido agregar qualidade de vida ao tomar a decisão de usar a bicicleta como meio de transporte. Direção defensiva e doses de bom humor são as armas de Vera Sorriso para seguir pedalando. Do vento no rosto e da sensação de liberdade, ela não abre mão.

Pedala, respira fundo e volta a pedalar. Bicicleta mais pesada que o normal. Pneu furado. Desce e empurra, não importa a distância. Não desistir no meio do caminho faz parte da história da moça da bicicleta que nos anos 1970 se tornou a primeira mulher a ser agente da Polícia Civil de Goiás. Após o concurso - que teve provas de resistência física como correr com um saco de 50 quilos de areia nas costas sob um sol escaldante - Vera foi preparada por dois anos para exercer o cargo.

- As pessoas me aconselharam a ser escrivã, trabalhar com algo mais administrativo. Mas minha vontade sempre foi estar na rua prendendo bandido. Desde pequena assistia a filmes policiais e aquilo não saía da minha cabeça.

Além da discriminação por ser uma menina de 18 anos em um universo masculino, Vera sentiu na pele o preconceito racial. Única negra da turma, nunca pensou em desistir do curso mesmo ouvindo diariamente piadinhas pouco inspiradas. Para azar dos céticos, conquistou o segundo lugar na classificação geral e recebeu das mãos do então governador Leonino Di Ramos Caiado o diploma de agente de polícia. A carteira de identidade é guardada com orgulho até hoje.

Seu desempenho serviu como teste para as mulheres continuarem na área. Hoje elas avançam em ritmo acelerado nos quadros da instituição. Na primeira ocorrência, uma prisão por tráfico de drogas, o bandido menosprezou a força e a destreza da franzina policial. Com golpes de judô, ela imobilizou e prendeu o criminoso. Conquistou definitivamente o respeito dos colegas. Na Polícia Civil, onde trabalhou por mais de 35 anos, Vera Lúcia colecionou amigos e admiradores.

Cleonice Gomes de Carvalho, ex-colega, costuma dizer que Vera Sorriso é uma pessoa inteligente e destemida. Foi inspirada na amiga ciclista que Cleonice aprendeu a pedalar após os 30 anos de idade. Até pouco tempo, para Vera sempre era assustador encontrar alguém que não soubesse andar de bicicleta. Perdeu as contas de quantas pessoas ensinou o que para ela é tão natural quanto respirar.

Pedala, quebra o freio, pedala, a corrente cai, pedala, o quadro racha. A bicicleta desmonta por inteiro. Vera cai na risada. Lembra de uma viagem com um amigo para Caldas Novas. No meio do caminho, a bike não aguentou o tranco e desmontou. Viajaram mais de 24 horas se alternando na garupa. Há um entusiasmo quase adolescente na voz da sexagenária ao contar a peripécia.

Ao falar da paixão de sua vida, o “namorido” Salomão, de 88 anos, ruboriza. O amor bateu duas vezes em sua porta. Do primeiro casamento, nasceu seu filho único, Walner Gustavo Virgílio, de 34 anos. Quando Salomão apareceu, há dez anos, Vera abriu o coração. O carinho dos dois é bonito de se ver. Salomão não deixa o avançar da idade tirar a alegria de viver. O programa favorito do casal, além de namorar nos fins de semana, é pescar no lago do condomínio onde Vera vive, no Balneário Meia Ponte. Muita gente espalhou maledicências por causa da diferença de idade do casal. Mas Vera não é muito de ouvir opinião alheia. Não é mesmo. Se ouvisse os conselhos da mãe, a aposentada Elza Nascimento Vírgilo, de 83 anos, não teria feito curso de paraquedista e se pendurado em cabos de rapel. Se escutasse o filho, parava de andar de bicicleta à noite para ir e voltar da faculdade de Letras no Jardim Nova Esperança, onde cursa sua segunda graduação.

Para dona Elza, mãe de Vera, a inquietação da filha têm a ver com o trabalho de parto longo, que durou mais de nove dias. O filho Walner concorda e diz que ele próprio teve sorte de não nascer em cima de uma bicicleta. Barrigão enorme e lá ia Vera pedalando numa bicicleta preta com uma garupa enorme que logo ganhou o apelido de Fuscão Preto.

De bicicleta, Vera Sorriso já fez curso de mecânica, de servente de pedreiro, faculdade de Educação Física, libras e está terminando o curso de inglês - sua nova paixão. Gosta de treinar a mente. Quer ficar bem velhinha, ativa. A aposentadoria na polícia foi para que tivesse mais tempo de se dedicar aos esportes e aos estudos. Complementa a renda dando aulas de Português e Literatura em uma escola particular para crianças.

A atual bicicleta de Vera é de uma simplicidade quase franciscana. Após ter um modelo moderno roubado, mandou montar outra com peças usadas. Sabe que em Goiânia não se pode seduzir bandido. Uma vez uma colega de trabalho disse que gostaria de ganhar na loteria para ajudá-la. Imaginou que Vera anda há tanto tempo de bicicleta por razões econômicas. Um carro novinho e uma moto na garagem desmentem a teoria.

- Pedalo porque me faz sentir viva.

Pedala, ergue a cabeça, olha o horizonte, sorri e volta a pedalar. Nas ruas de Goiânia, a moça da bicicleta segue seu caminho com coragem e fôlego.  "


Se quiserem assistir a entrevista entrem no link e confiram.
http://www.opopular.com.br/editorias/cidades/vera-foi-pedalar-para-ficar-mais-perto-do-pai-1.944099


Vamo q vamo!!!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Caraca Carraro, excelente ideia!

Olha quem está se enveredando pelos caminhos virtuais!?
Sucesso certeza, sir!


"Transição: De planícies para montanhas!

Desfrutar de uma boa corrida é sinônimo de alegria para nós, porém, uma corrida pelas montanhas é algo mais que especial que aqui inclui cansaço físico, mental, dores, subidas intermináveis e lindas paisagens!

Sejam bem-vindos ao Moendo Trilha, blog que irá compartilhar experiências do trail run e quiçá do mountain bike que também pode moer trilhas!

Estamos em Chapecó-SC, no Oeste Catarinense, minha cidade natal e atual. Cerca de 670 mts acima do nível do mar e rodeada de boas montanhas, em apenas 10km saindo de um bairro qualquer já no deparamos com abismos tenebrosos, local perfeito para treinos e diversão!

Percursos de 20, 30, 40km nos trás grandes ganhos de elevação, realidade que em alguns estados como por exemplo nas planícies goianas, estado que morei 16 anos, não se via facilmente. Isso espanta qualquer pessoa que não esteja habituada, porém com o passar dos dias nos habituamos e começamos a venerar esse terreno acidentado, não queremos mais o plano mas queremos sofrer nos morros e desafiar a gravidade com nossos músculos. A única forma de se dar bem é treinando constantemente, moendo pedra, metendo trilha, sem dó!


Nas primeiras experiências e percursos o arrependimento de sair de casa bateu forte, o jargão "sobrar" que se refere "ficar para trás" fez parte e ainda faz constantemente nos treinos e longos. É um novo ciclo, de planícies para montanhas, do fácil para o difícil, do colegial para o doutorado!

Deixo aqui algumas imagens de GPS de algumas rotas já feitas no trail run.

Meu muito obrigado, acompanhe esse singelo blog que irá relatar as experiências de um corredor amador!

E antes de partir quero agradecer ao meu amigo das terras goianas Friedrich Dutra Loiola, amigo ciclista, autor do blog Pedal Modinha http://pedalmodinha.blogspot.com.br/ pelas dicas e apoio na ideia de criar este blog! Abraços Sir! "

Entrem explorem e comentem!