sexta-feira, 19 de junho de 2015

Bicicleteiros, ciclistas, radicais? Não, promotores da liberdade coletiva!



Como um vulto o "transito" nos enxerga,
  

 mas sabemos dar valor a uma sombra, fresca e atraente de uma bela arvore; 


 estamos prontos para rodar por toda a cidade;


e "livres" para nos prender em qualquer lugar;


sob a luz do sol produzimos 


e na escuridão retornamos;


aparentemente vulneráveis aos desníveis e problemas das cidades, 


mas fortes nas amizades e companheirismo;


treinando,


desfilando, 


 trabalhando,



 e acima de tudo pedalando. 


Sinônimo de pobreza do passado, moda do agora, solução do futuro, quem sabe? O que realmente sei é que de bike  me sinto livre, forte, integrado a cidade e espero respeito de todos, pois na pior das hipóteses quando estou de bike nas ruas deixo espaço para que os outros possam usa-las e mesmo que presos se sintam um pouco mais livre!


Cicling for life!


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Segunda suave, Terça de nave e Quarta na trave!


     Segunda comecei minha experiência, fazia tempo que não pedalava como meio de transporte funcional, então não pude pedalar no primeiro dia, pois queria arrumar uma bike que fosse compatível com a ideia de locomoção. Nem por isso me entreguei aos benefícios do transporte individual motorizado, acordei um pouco mais cedo e fui apé ate meu serviço. Neste dia não houve deslocamentos ao longo da tarde o que não proporcionou emoção aos nossos leitores. O meu retorno foi feito de carona com meu irmão, aproveitando que estávamos indo para o mesmo lugar.

Terça-feira, já tinha arrumado a bike e com ela realizei meu primeiro deslocamento até o CFC Logos (autoescola), pouco depois ás 9 horas houve um reunião com os novos funcionários do CIRETRAN, fiquei um pouco desconfiado de ir ate lá de bike, não saberia onde estacionar com segurança (fato que é comum na grande maioria dos estabelecimentos), mesmo assim fui, tinha me preparado com cadeado e contei com a criatividade. Lá participei da reunião e aconteceram fatos interessantes.
       Conversando com a galera comentei que tava de bicicleta e uma pessoa olhou bem pra mim e disse   "não acredito que você ta de bicicleta !...", de inicio não entendi e ela não falou mais nada, passado alguns minutos chega um boy que estava de bike, ai eu disse ".., ah laa, ele tá de bike também ...", e ela manda um " ele eu acredito, você não ...". Minha impressão, de inicio, foi até boa, mas depois cai na real e entendi o que ela quis dizer, como alguém que anda de carro, moto e outros,  pode ter optado por ir de bicicleta em um lugar que todos estão de carro, enfim tive minha primeira lição de preconceito sobre a bicicleta. Outro problema (que logo atarde solucionei) foi carregar coisas, vindo do CIRETRAN tive que trazer uns processos e como não havia levado mochila trouxe-os nas mãos. Problema resolvido mais tarde com um patrocínio de uma garupeira da taverna do Dudu (Daf Bikes).
No fim do dia voltei pra casa sem muitas ocorrências.

    Quarta-feira, acordei um pouco mais cedo para ter mais tempo de chegar no escritório da Autoescola sem ficar suado e passei a observar que muitas pessoas usam a bicicleta para se locomover e um fato que achei interessante é que o transito delas é do centro para fora (para os bairros). Mais uma vez vi que o uso da bicicleta é de pessoas que fazem serviços mais simples ou braçais e o preconceito quase se torna conceito usando a amostra que roda nas ruas (vou observar melhor e ver se alguém nos salva desse pré"conceito"). No resto do dia fui ao banco e de novo não havia bicicletário, uma pena já que também não há estacionamento para ir de moto e tão pouco de carro. Por ultimo, não aconselho ninguém sem experiência a transitar pela Av. Presidente Vargas e Av. Jose Walter nos horários de pico (acho que nesses horários os motoristas dirigem com uma certa ousadia que assusta os mais desavisados)











   Resumo:

- Faça um planejamento, escolha rotas alternativas e monitore o tempo;
- Não de moral para os olhares de "dó" por você estar de bicicleta;
- Arrume uma bolsa e/ou um bagageiro para transportar pequenas coisas;
- Cadeado para Trave (placa, poste e etc) e sorte;
- Tenha atenção pois acho que a maioria dos motoristas acreditam em ciclistas da mesma forma que acreditam no Saci Pererê!


Cicling for life!


segunda-feira, 8 de junho de 2015

Topa?


"Eu acho que essa história de esquecer é uma mentira. Não existe um lugar onde as lembranças são dissolvidas e enterradas. Se deixarmos tudo no silêncio, sempre haverá algo que falará, sempre haverá alguma coisa que gritará. Então não há como esquecer... lembrar é inevitável, apenas chegará um dia que as recordações não incomodarão tanto. Talvez porque novas lembranças se juntarão àquelas... talvez melhores, quem sabe piores. Apenas uma coisa não nós podemos esquecer nunca. O instante que passou, já é passado; o minuto seguinte ainda é futuro... o que resta? Tudo, pois temos o agora! Falando assim parece fácil, não é? Mas vá viver isso... e saberá como é!"
                                                                                                                  MaGraça Lopes Andrade


"Gasolina tá cara"; 

"ipva um absurdo";

"o preço do transporte coletivo vai aumentar e não passa nas horas certas";

" iiiiiiii agora tem que emplacar as cinquentinhas (não, que eu não seja a favor)";

"não tem lugar pra estacionar aqui no centro";

"já vai começar aquele trem de área verde".

Poderia citar mais uma serie de reclamações que escuto constantemente, então a hora é essa, motivado a promover soluções, pelo belo texto da minha tia mais "Modinha" e entendendo agora que "o agora"(kkkk)  que resolve o futuro, resolvi que farei uma experiência durante essa semana.

Vou me mover pela cidade da forma mais consciente possível, utilizando como veiculo principal a bike. Não vou representar aquele ciclo ativista radical que acha que a bicicleta é a melhor coisa do universo, tentarei fazer sim uma analise sincera e ponderada da situação.


Durante esse período pretendo relatar as vantagens, dificuldades enfrentadas e possíveis soluções. Convido quem já faz uso constante da bike na cidade a compartilhar a experiência e quem não, que fique atento aos próximos capítulos. Quem sabe o seu agora pode ser daqui à pouco e ai não será só as trilhas, mas as ruas que também lhe aguardarão! 

Para acabar queria dar-lhes mais um incentivo a me acompanhar, afinal nós seguimos a moda ou ela que nos segue!!!





Obs.: A Fiat não me patrocinou (bem que podia ter feito kkk) coloquei porque gostei.