Segunda comecei minha experiência, fazia tempo que não pedalava como meio de transporte funcional, então não pude pedalar no primeiro dia, pois queria arrumar uma bike que fosse compatível com a ideia de locomoção. Nem por isso me entreguei aos benefícios do transporte individual motorizado, acordei um pouco mais cedo e fui apé ate meu serviço. Neste dia não houve deslocamentos ao longo da tarde o que não proporcionou emoção aos nossos leitores. O meu retorno foi feito de carona com meu irmão, aproveitando que estávamos indo para o mesmo lugar.
Terça-feira, já tinha arrumado a bike e com ela realizei meu primeiro deslocamento até o CFC Logos (autoescola), pouco depois ás 9 horas houve um reunião com os novos funcionários do CIRETRAN, fiquei um pouco desconfiado de ir ate lá de bike, não saberia onde estacionar com segurança (fato que é comum na grande maioria dos estabelecimentos), mesmo assim fui, tinha me preparado com cadeado e contei com a criatividade. Lá participei da reunião e aconteceram fatos interessantes.
Conversando com a galera comentei que tava de bicicleta e uma pessoa olhou bem pra mim e disse "não acredito que você ta de bicicleta !...", de inicio não entendi e ela não falou mais nada, passado alguns minutos chega um boy que estava de bike, ai eu disse ".., ah laa, ele tá de bike também ...", e ela manda um " ele eu acredito, você não ...". Minha impressão, de inicio, foi até boa, mas depois cai na real e entendi o que ela quis dizer, como alguém que anda de carro, moto e outros, pode ter optado por ir de bicicleta em um lugar que todos estão de carro, enfim tive minha primeira lição de preconceito sobre a bicicleta. Outro problema (que logo atarde solucionei) foi carregar coisas, vindo do CIRETRAN tive que trazer uns processos e como não havia levado mochila trouxe-os nas mãos. Problema resolvido mais tarde com um patrocínio de uma garupeira da taverna do Dudu (Daf Bikes).
No fim do dia voltei pra casa sem muitas ocorrências.
Quarta-feira, acordei um pouco mais cedo para ter mais tempo de chegar no escritório da Autoescola sem ficar suado e passei a observar que muitas pessoas usam a bicicleta para se locomover e um fato que achei interessante é que o transito delas é do centro para fora (para os bairros). Mais uma vez vi que o uso da bicicleta é de pessoas que fazem serviços mais simples ou braçais e o preconceito quase se torna conceito usando a amostra que roda nas ruas (vou observar melhor e ver se alguém nos salva desse pré"conceito"). No resto do dia fui ao banco e de novo não havia bicicletário, uma pena já que também não há estacionamento para ir de moto e tão pouco de carro. Por ultimo, não aconselho ninguém sem experiência a transitar pela Av. Presidente Vargas e Av. Jose Walter nos horários de pico (acho que nesses horários os motoristas dirigem com uma certa ousadia que assusta os mais desavisados)
Resumo:
- Faça um planejamento, escolha rotas alternativas e monitore o tempo;
- Não de moral para os olhares de "dó" por você estar de bicicleta;
- Arrume uma bolsa e/ou um bagageiro para transportar pequenas coisas;
- Cadeado para Trave (placa, poste e etc) e sorte;
- Tenha atenção pois acho que a maioria dos motoristas acreditam em ciclistas da mesma forma que acreditam no Saci Pererê!
Cicling for life!