sexta-feira, 8 de maio de 2015

Foi mal, sobrei!!!

Galera fiz o possível, andei de cara “pro” vento, escondi na roda, economizei nas decidas, não forcei nas subidas, mas não teve jeito a semana foi mais ágil que eu e acabei atrasando o post dessa semana. Enfim sobrei.
Isso não empobrece o esforço e estou aqui novamente para prosear com vocês. Pois bem, estava eu em mais um dia qualquer ate que senti vontade de jogar conversa fora, então fui para o local que melhor me acolhe nessas horas A Taverna do DuDu. Muitos sabem do que estou falando e em especial nosso amigo Carraro e  Cabral que talvez dividam da mesma sensação e concordam com o apelido carinhoso que acabo de agraciar a Daf bikes.  Cheguei na loja e entre uma conversa e outra rolou um dos jargões do nosso amigo Gau (Marcelo Moriggi) “...agora não tem ninguém pra atrapalhar...”.  Gau disse isso certa vez quando resolvemos dar a volta que sai de Rio Verde passa por Aparecida do Rio Doce e chega a Jataí, logo segue de retorno para Rio Verde pela BR 060. Saímos em 11 ciclistas de Rio Verde e em Jataí alguns desses encerraram sua participação e logo após a desistência destes o Gau soltou “... é agora não tem ninguém pra atrapalhar...” e então nós os remanescentes exaustos e cansados acabamos por morrer de rir porque faltavam mais 90 km aproximadamente e estávamos destruídos. (kkkkkkk que doente ele, por estar bem nos atrapalharia kkkkkkk).
Então escrevi isso tudo pra dizer que na época (mais precisamente carnaval de 2010) relatei parte dos fatos em um pequeno texto e ate um vídeo que vós apresentais agora.

Para muitos, loucura. Para quem foi, sensacional! Assim podemos resumir como foi essa nossa aventura.
 Há cerca de quatro semanas na presença do Velho DuDu (Duarte)  e  do Lu, começamos a madurar a ideia de darmos uma volta pela região, logo de cara surgiram varias que futuramente poderemos utiliza-las, porém o mais importante foi essa volta saindo de RV passando por Aparecida e chegando em Jatai e logo a volta pela BR-060 relembrando momentos do “adormecido” comboio ciclísticos. Muitos podem questionar o fato de estarmos passando somente por rodovias, sendo que nossa vida foi feita na estrada, mais que o simples fato de ser asfalto ou terra o que nos impulsiona é a aventura e a possibilidade de passar por lugares diferentes para muitos.
Logo depois da idealização do itinerário começamos a recrutar loucos para nos acompanhar nessa empreitada, alguns falaram que não era uma boa, outros que não conseguiam, mais no dia e horário marcado 11 felizes ciclistas estavam lá prontos para encarar seus medos e enfrentar seus limites. Cada um tinha sua meta a cumprir, mas todos se apoiando para conquista-los.
Então saímos rumo a Aparecida do Rio Doce, nossa primeira meta.
Durante esse primeiro pedaço tudo tranquilo, quase choveu, quase fez sol, quase tudo. Único fato novo foi que encontramos uma Mala ( e não  era o Cairão, esse saiu com agente de apoio) com todos  os utensílios de uma jovem que poderia estar a caminho de San Simon Beach, coitada dela quando descobriu que sua coisas haviam ficado na rodovia. Enfim chegamos à Aparecida por volta de 10h e com velocidade máxima registrada em 77,00 km/h.
Intervalo feito todos  comidos (inclusive o atendente do posto), como diria NêNê Beiçola: - barriga cheia pé na areia.
O segundo trecho se encerraria em Naveslandia ( distrito de Jataí ) que fica entorno de 45 km de Aparecida. Estrada ruim, transito de caminhões e muita subida, e para completar o mormaço do meio- dia. Mais por volta das 14h  depois de muitos suor e fome, pois estávamos sem almoço propriamente dito, chegamos a Naveslandia. Distrito pequeno e feio onde podemos observar apenas um laticínio, um mercadinho e um posto, posto este que nós escolhemos para “almoçar”. Cardápio super balanceado: 14 mistos, 3 cocas, uma sprite e mais algumas coisas que não vem ao caso. Descansamos após essa maravilhosa refeição e saímos as 15h para nossa ultima etapa daquele dia, rumo a Jataí, estilo Super-man “ para o alto e avante”.
Todo cuidado era pouco nesse ultimo trecho, muitas subidas, risco de caimbra, tempo carregado, uma vendinha oferecendo “kueijo curado” e outra mais a frente vendendo “Fango caipira”, um pouco mais de subida, mais outra, uma terceira subida e enfim chegamos a Jataí.
Em Jataí, uma parte da galera terminou sua  aventura e voltaram a  RV de carro com nosso Apoio. Outros  cinco “felizes” pilotos continuaria sua saga.
Só pra retratar em Naveslandia tivemos um ciclista que foi abduzido por uma Nave, brincadeiras a parte, valeu Seu Getúlio pela sua participação.
                                                                                                                        Carnaval de 2010.


E foi assim, digo que planejarei melhor minha semana e que na próxima não terão que me esperar, não vai ter desculpa de pneu parecer que tá murcho ou mesmo que o freio esta pegando, fiquem tranquilos, NÂO SOBRAREI. 

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