quarta-feira, 27 de maio de 2015

A vitoria esta em nós mesmos!

Amigos e amigas, cada dia que passa o numero de bikers vem crescendo e a evolução atlética ficando evidente. A turma começa dando voltinha na city, de repente  pisa um pouquinho na terra e quando vê ta rodando por trilhas de 40 a 70 quilômetros. Muitos desistem no caminho gradual da evolução dessas distancias. Então lhes pegunto, por que? Se o preparo evoluiu, o equipamento não é ruim e mesmo assim o cara desiste. Aprendi nessas jornadas que para ter um life style no mtb o piloto, mas que um bom preparo físico o cara tem que ter um psicológico bruto, tem que saber que a vida na trilha é de certa forma insana, você sentirá sede, fome, vontade de desistir, gritar pelos pais e quem mais que puder ajudar a te tirar dessa enrascada.
Nessa semana ocorreu uma das mais difíceis provas da América e mesmo assim, esta conta com diversos bikers que vão pelo simples prazer de superar seus limites, por a prova sua vontade de vencer seus medos e conquistar uma vitoria, não sobre os demais competidores, mas sobre si mesmo superando suas expectativas e se tornando mais forte fisicamente e emocionalmente a cada quilometro percorrido. Um dos nosso amigos do pedal teve sua experiencia no famoso 70km de Brasilia e em um texto conseguiu expressar todo o "sofrimento" (se é que posso qualificar assim) nesta fabulosa prova.

Relato de Rodrigo Mota Cabral em seu segundo 70km de Brasília.


Ano passado nos 70 km eu elevei meu nível psicológico para suportar o sofrimento a dor e superar tudo isso, este ano eu dobrei este nível, percursos muito duro, muito técnico, muita subida, muita descida perigosa, muita pirambeira... local muito seco e quente, temperatura altíssima... aproximadamente 7 horas de pedal em um percurso de cerca de 41 km com 1850 metros acumulados. Por vários momentos durante percurso em que eu estava sentado, sentindo fortes câimbras, peguei me perguntando o por que eu estava ali ? mas eu já tinha a resposta, precisava provar para mim mesmo e mais ninguém de que eu era capaz de concluir e superar aquilo que estava passando, chega de strava, chega de segmentos, preciso provar pra mim mesmo que eu conseguia superar aquele percurso, vi o cata osso (caminhão que pega os desistentes) passar por mim varias vezes, inclusive o próprio Camilo Linhares De Sousa tentou me colocar em cima de sua camionete no inicio da subida tomba Jeep... mas eu pensava comigo, sai pedalando voltarei pedalando, e assim o fiz ao lado dos companheiros de sofrimento Thiago Caciano Peretto e Ronaldo Cesar Rodrigues Espíndola esse nem tanto rsrsrsrsrs... No final, chegamos fechando a trilha, sim fomos os últimos a chegar juntamente com cerca de mais 5 participantes, fechando a trilha e encerrando por completo a prova, sobre uma salva de palmas e escutando do locutor que éramos mais guerreiros que aqueles que haviam chegado primeiro, pois superamos nossos limites... 70km de Brasília, um evento fantástico que promete melhorar muito ano que vem, ou seja, algo que já é bom ficara ainda melhor... MAIS UMA MEDALHA PRA COLEÇÃO... antes de falar qualquer coisa mesmo que seja aqui, pessoalmente ou nas minhas costas eu digo uma coisa : VAI LÁ ANO QUE VEM, EAI VOCÊ TERÁ PASSE LIVRE PARA ME CRITICAR, CASO CONTRARIO NÃO FALE NADA !!!!


Espero que possam entender que em uma competição só existe um "primeiro lugar", porem a vitoria pertence a todos e a grande sacada disso é que quem descobre isso é você, lembre que você venceu a gravidade quando começou a andar de pé, venceu o medo quando começou a se expressar, venceu a vida quando decidiu vive-la e assim por diante foi vencendo ate chegar aqui e vai vencer ate a sua morte que não deixa de ser uma vitoria para alguns. Por tanto ponha se a prova descubra seus limites e supere-os, caso perca trabalhe mais, treine mais e na próxima põe pra destruir.


Por fim deixo meus parabéns, aos senhores e senhoras que estão cada dia empenhados em promover o mtb e selar a amizade e troca de experiencias entre os grupos de bikers aqui da região.











Salve o MTB, pois ele pode te salvar!

terça-feira, 19 de maio de 2015

We can be Heroes...

O despertador toca, ainda esta escuro e você manda um "soneca". Cinco minutos se passam e o telefone insiste em tocar, mas tudo bem, você pensa um pouco e levanta. Vai no banheiro veste a "fantasia", o sol começa a querer aparecer, come alguma coisa e se encontra com a bike. A vontade de ficar é grande, mas algo lhe move e por mais uma vez avançamos, assim como a luz vai vencendo a escuridão da manhã. Bike na rua e rodamos ate o ponto de encontro, galera chega e a duvida ainda paira no ar. "Ta bom né, vamos!"
Pelotão formado, alguns querendo acelerar, outros tentando controlar os ânimos e a vontade de ter ficado em casa dormindo ainda te atenta. Entramos na estrada e a paisagem começa a contagiar, o barulho do pneu no cascalho te encanta, a sua cama vai ficando cada hora mais distante e logo o calor do sol esquenta aquela brisa fria que lhe fazia lembrar sua coberta. 
O tempo passa, os quilômetros voam e de repente todos passam a acreditar que  não existia nenhum outro lugar melhor para estar senão ali, com sol de 40 graus, o suor escorrendo no olho, aquela leve fisgadinha na coxa e o singelo sorriso no rosto. 
Casa, cama, coberta, esporte espetacular, auto esporte nem lembro mais!
Depois de três, quem sabe quatro horas, outros objetivos começam a surgir, uma Coca gelada, macarronada, aquele copo de água fresquinho. (...ai ai...)
O fim se aproxima e as forças vão se acabando.
Já em casa novamente cansado tão quanto um Gnu depois de fugir de um Leopardo na Savana Africana (não me pergunte porque), tomo aquela boa e velha ducha com a sensação de dever cumprido e me acabo na mesa a comer. 

Agora te digo mesmo que você não saiba o que a musica diga esta completaria todo essa sensação de pedalar, vencendo tudo aquilo que te acomoda e sendo como um Herói, mesmo que por um dia


Para não perder a vez aproveito e envio aquele desejo de melhoras para nosso amigo Tancredo, que logo esteja de volta nos pedais Modinha ou não. Tmj dude!

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Foi mal, sobrei!!!

Galera fiz o possível, andei de cara “pro” vento, escondi na roda, economizei nas decidas, não forcei nas subidas, mas não teve jeito a semana foi mais ágil que eu e acabei atrasando o post dessa semana. Enfim sobrei.
Isso não empobrece o esforço e estou aqui novamente para prosear com vocês. Pois bem, estava eu em mais um dia qualquer ate que senti vontade de jogar conversa fora, então fui para o local que melhor me acolhe nessas horas A Taverna do DuDu. Muitos sabem do que estou falando e em especial nosso amigo Carraro e  Cabral que talvez dividam da mesma sensação e concordam com o apelido carinhoso que acabo de agraciar a Daf bikes.  Cheguei na loja e entre uma conversa e outra rolou um dos jargões do nosso amigo Gau (Marcelo Moriggi) “...agora não tem ninguém pra atrapalhar...”.  Gau disse isso certa vez quando resolvemos dar a volta que sai de Rio Verde passa por Aparecida do Rio Doce e chega a Jataí, logo segue de retorno para Rio Verde pela BR 060. Saímos em 11 ciclistas de Rio Verde e em Jataí alguns desses encerraram sua participação e logo após a desistência destes o Gau soltou “... é agora não tem ninguém pra atrapalhar...” e então nós os remanescentes exaustos e cansados acabamos por morrer de rir porque faltavam mais 90 km aproximadamente e estávamos destruídos. (kkkkkkk que doente ele, por estar bem nos atrapalharia kkkkkkk).
Então escrevi isso tudo pra dizer que na época (mais precisamente carnaval de 2010) relatei parte dos fatos em um pequeno texto e ate um vídeo que vós apresentais agora.

Para muitos, loucura. Para quem foi, sensacional! Assim podemos resumir como foi essa nossa aventura.
 Há cerca de quatro semanas na presença do Velho DuDu (Duarte)  e  do Lu, começamos a madurar a ideia de darmos uma volta pela região, logo de cara surgiram varias que futuramente poderemos utiliza-las, porém o mais importante foi essa volta saindo de RV passando por Aparecida e chegando em Jatai e logo a volta pela BR-060 relembrando momentos do “adormecido” comboio ciclísticos. Muitos podem questionar o fato de estarmos passando somente por rodovias, sendo que nossa vida foi feita na estrada, mais que o simples fato de ser asfalto ou terra o que nos impulsiona é a aventura e a possibilidade de passar por lugares diferentes para muitos.
Logo depois da idealização do itinerário começamos a recrutar loucos para nos acompanhar nessa empreitada, alguns falaram que não era uma boa, outros que não conseguiam, mais no dia e horário marcado 11 felizes ciclistas estavam lá prontos para encarar seus medos e enfrentar seus limites. Cada um tinha sua meta a cumprir, mas todos se apoiando para conquista-los.
Então saímos rumo a Aparecida do Rio Doce, nossa primeira meta.
Durante esse primeiro pedaço tudo tranquilo, quase choveu, quase fez sol, quase tudo. Único fato novo foi que encontramos uma Mala ( e não  era o Cairão, esse saiu com agente de apoio) com todos  os utensílios de uma jovem que poderia estar a caminho de San Simon Beach, coitada dela quando descobriu que sua coisas haviam ficado na rodovia. Enfim chegamos à Aparecida por volta de 10h e com velocidade máxima registrada em 77,00 km/h.
Intervalo feito todos  comidos (inclusive o atendente do posto), como diria NêNê Beiçola: - barriga cheia pé na areia.
O segundo trecho se encerraria em Naveslandia ( distrito de Jataí ) que fica entorno de 45 km de Aparecida. Estrada ruim, transito de caminhões e muita subida, e para completar o mormaço do meio- dia. Mais por volta das 14h  depois de muitos suor e fome, pois estávamos sem almoço propriamente dito, chegamos a Naveslandia. Distrito pequeno e feio onde podemos observar apenas um laticínio, um mercadinho e um posto, posto este que nós escolhemos para “almoçar”. Cardápio super balanceado: 14 mistos, 3 cocas, uma sprite e mais algumas coisas que não vem ao caso. Descansamos após essa maravilhosa refeição e saímos as 15h para nossa ultima etapa daquele dia, rumo a Jataí, estilo Super-man “ para o alto e avante”.
Todo cuidado era pouco nesse ultimo trecho, muitas subidas, risco de caimbra, tempo carregado, uma vendinha oferecendo “kueijo curado” e outra mais a frente vendendo “Fango caipira”, um pouco mais de subida, mais outra, uma terceira subida e enfim chegamos a Jataí.
Em Jataí, uma parte da galera terminou sua  aventura e voltaram a  RV de carro com nosso Apoio. Outros  cinco “felizes” pilotos continuaria sua saga.
Só pra retratar em Naveslandia tivemos um ciclista que foi abduzido por uma Nave, brincadeiras a parte, valeu Seu Getúlio pela sua participação.
                                                                                                                        Carnaval de 2010.


E foi assim, digo que planejarei melhor minha semana e que na próxima não terão que me esperar, não vai ter desculpa de pneu parecer que tá murcho ou mesmo que o freio esta pegando, fiquem tranquilos, NÂO SOBRAREI.