sábado, 25 de abril de 2015

Segue o Jogo!

     Estou aqui novamente e em primeiro lugar devo agradecer a aceitação da galera modinha por ai, curti demais a descoberta nas trilhas e as vezes que falaram “ esse ai que é o Modinha, fera, curti seu blog” (rs ). Realmente entraram no espirito da coisa e entenderam o recado, obrigado mesmo!
     Para seguir meus pensamentos (como devem ter percebido, penso bastante) resolvi fazer um apanhado de coisas que aprendi pedalando por ai. E me inspirei na musica do Oasis
          “Slip inside the eye of your mind
           Don't you know you might find
           better place to play...”
     Então como diz a dita musica deslizei meus olhos pra dentro da minha mente e fiquei tempos e tempos lembrando eventos, frases, acontecimentos e encontrar historias legais que poderia compartilhar.
     Lição numero 1.
Não adianta a ferramenta se você não sabe usa-la. Muitas vezes me deparei com Modinhas por ai que tinham de tudo, mas não sabiam usar nada. Ter os utensílios é legal, mas ter o poder de usar é fantástico. Imagine a cena, a bike quebra a corrente e todo mundo olha espantado dizendo, “... e agora...”, “... quer que eu ligue pra te buscar...”, “... espera ai, que logo o carro de apoio tá chegando” , ai você põe a mão no bolso das costa da camisa e saca o saca corrente(kkkk), como se fosse o He-Man e sua espada dizendo “ pelos poderes de Grayskull “, e diz não se preocupem deixa que eu resolvo. Podem acreditar e gratificante.
     Continuando sem esse lance Modinha de Lição. Nunca, eu disse nunca e repito nunca jogue sua água fora antes que você tenha certeza da possibilidade de repor. Certa feita, eu no auge da euforia de ir à Famosa Capa Branca e ter conseguido “zerar” a subida, cometi o tal erro fatal. Pois bem voltando da Capa Branca existe uma fazendinha a mais ou menos uns 3 km do pé da serra, cujo pessoal que ali residem são bem receptivos e sempre nos auxiliam quando necessário, na estrada mesmo,  avistando  a tal fazenda e lembrando da tal receptividade me empolguei e comecei a jogar minha água de fazer miojo (de tão quente) fora, estacionei a bike e fui direto na torneira para pegar água fresca, ledo engano. Liguei a torneira e não havia uma gota, bati palmas para chamar os moradores e quando os vi me alegrei novamente, só que ai veio a triste noticia “... é meu amigo infelizmente não poderei te ajudar acabou a luz ontem e a boba d’agua não funciona...”. Nem preciso dizer que segui por 20km aproximadamente sem uma gota d’água. Triste lição.
     Seguindo os passos contra a derrota, posso citar algo que aparentemente pode parecer evolução, mas vira tragédia e você só descobre quando morre (no caso morrer de ciclista que se difere por morrer de pessoas normais por inúmeros espasmos involuntários ao longo do corpo). Nunca saia para uma pedalada épica com equipamentos novos. Ai passa na sua cabeça “moço, mas a bike é melhor que a que eu usava” ou “olha o capacete fera, como pode dar errado” e etc, eu digo pode e dará. Não sei se lembram de que na copa de 2006 o Ronaldo Fenômeno teve problemas de calos nos pés com uma chuteira que foi feita pela Nike especialmente para ele e quase não estreou. Se ele teve problemas com equipamentos novos imagina a gente.
     Para findar por hoje digo que basicamente a bike e o MTB me ensinaram de mais interessante é que (olha isso kkkk), tenho que ter o suficiente para ser possível transportar e o máximo que não possa me atrapalhar!


Obs.: gosto de lembrar coisas engraçadas e sempre me vem a memoria coisas de pessoas que encontrei nas trilhas e já faleceram.  Falando da água, uma vez em uma corrida em Iporá tive a felicidade de alcançar o Peixoto (figura histórica do MTB goiano), já havia quase duas horas que tínhamos largado e água já estava faltando. Então o Peixoto (malandrão que era) encostou do meu lado, viu que eu tinha água e começou me elogiando e falando de Rio Verde e tal, daí de repente ele solta  “ ei Hillverde, troca essa meia garrafinha de água no meu Gatorade fechado? “, olhei bem pra ele e falei “foi mal Peixotão” e acelerei (kkkkk). Nunca quis saber o que ele disse, mas que deve ter sido feio isso deve.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

como diria o D2: " o jogo começou, aperta start..."

Muito bem senhores, há algum tempo o pessoal e até mesmo eu, penso em publicar algumas coisas de forma a contar um pouco das experiencias vividas sob a bicicleta e falar sobre bicicleta. Sendo assim, tomei coragem e comecei a pensar melhor sobre o assunto. Pensei em um titulo legal e acolhi a ideia do Pedal Modinha (explico melhor em uma futura publicação). 
Pois bem como um modinha raiz fiz o melhor, pensei : "vou começar um blog e esse blog chamará Pedal Modinha..." . Parei, pensei mais um pouco e fiz o que um Modinha faria, fui pro shopping roubar Wi-Fi, pedir um McDonald's e começar essa bagaça!
Com tudo pronto, Pc na mesa, Wi-Fi conectado, batata frita e coca à vontade comecei a pensar em um conteúdo legal para iniciar. Comecei a lembrar de quantas historias poderia contar, quantas duvidas poderia solucionar e quantas pessoas conheci, então lembrei de um texto que fiz em 2010 para o sitio do Clube Hill Verde e lembrei que nele fiz um resumo (resumo mesmo) do inicio do MTB rio-verdense e achei que seria a melhor forma de começar.

"Há alguns dias o nosso amigo ciclista e agora presidente Cleomar me pediu para que fizesse um relato de como aconteceu a formação do Clube Hill Verde de MTB, de primeiro relutei um pouco mais aceitei o desafio. Então parei um pouco e comecei a pensar onde começou essa historia que é quase impossível de separar de alguns membros do nosso clube. Em diante me propus a pesquisar alguns fatos e melhor identificar o “grandioso” nascimento.
Voltando um pouco no tempo, década de 90, posso concluir que o verdadeiro “parto” do CHV foi com nosso ilustre amigo Pedro Cássio. Posso explicar, pois muitos podem perguntar: “- ele é um dos sócios mais novos?”. Mas segundo as escritura do MTB rioverdense. Tudo começou com ele, em um dia qualquer, participando de uma comunidade de jovens, juntamente com um colega, tiveram a idéia de percorrer as periferias de Rio Verde para observar as carências do povo que ali residiam, que estavam tendo vida difícil e nossa lenda foi ver com os próprios olhos e ai que tudo começa, ele foi de BIKE e o MTB rioverdense nasce. Como todo o MTB vicia então foram aparecendo companheiros, foram aumentando as distancias e ai já viu.
Por volta de 1999 a 2000, muitos bikers que hoje não residem em nossa cidade aparecem para pedalar. Essa época foi importante porque foi quando varias turmas que pedalavam solitárias começaram a se encontrar e a coisa começou a aumentar. Nessa época existia a turma Loiola, a turma da Caloi (DAF hoje em dia), turma do Lino Roberto, Speed, tinha o Alexandro Mirassol, a galera da tapeçaria que eram de Iporá e outros que me desculpe se não relatei, pois eram muitos. E de hora pra outra esse povão começou a se encontrar e a turma aumentou e numa sacada dessa que acontece o nosso companheiro Lino Roberto lança uma historia de formar um clube de ciclismo (ainda não seria o CHV) chamado Rio Verde Sobre Rodas. Então esse foi o primeiro clube de ciclismo da cidade, infelizmente não deu certo pra gente do MTB, eu (Friedrich) e o Alessandro Mirassol participamos de tudo, mais a maioria do clube era da galera do speed. E como nos dias de hoje speed e MTB só tem de semelhança o fato de pedalar por que nem as bicicletas parecem, pra gente não rolou e nos continuamos pedalando por ai sem clube.
Mais o menos por volta de 2002, já com a presença do Jhousefer, da Família Messias capitaneada pelo Eduardo, e do Rodolfo começaram a surgir ideias que poderiam nos levar ao começo da entidade CHV, era tudo muito desorganizado, cada um tinha ideias diferentes, mas a vontade de se montar algo que unisse os pilotos e proporcionasse uma melhor condição para que nós pudéssemos ir mais longe era comum. No meio dessa historia apareceu um ciclista chamado Fabrício, um cara gente fina que por sinal morava perto da minha residência, esse cara começou a treinar conosco, mas como ele era speed só andávamos (JKS, Rodolfo e Friedrich) com ele nos dias de semana. Podem perguntar por que tanto sobre um cara que anda de speed e nunca foi sócio do clube neste texto? Simplesmente por ele ser o autor do nome Hill Verde. No dia D estavam Rodolfo, JKS e o autor que vos fala no cruzamento da Av. João Belo com a presidente Vargas e o Fabrício soltou essa: “- se vocês montarem o clube podia escrever Rio Verde, parecido com Down Hill.”. E assim nascia o nome do clube.
O Marco crucial para constituir as nossas vontades de unificar a galera aconteceu em 2003, quando arrumamos uma viagem para fazenda da família do Paulo. Na fazenda estavam presentes a família do Paulo, a família Caloi (DAF), família Loiola, família Messias, o Rodolfo e alguns amigos dos anfitriões. Lá tudo aconteceu, discutimos realmente as possibilidades da formação do CHV, prós e contras. E com o fim da viagem chegamos cada um com tarefas a cumprir como, verificar estatuto, possibilidades de um sítio na internet, uniforme e etc.
Logo no começo de 2004, estava quase tudo pronto e no dia 1 de abril de 2004 o Clube Hill Verde de MTB foi finalmente fundado e registrado. Sua primeira diretoria era composta por Carol Simões de secretaria geral, Cairo Nazaré de diretor Social, Friedrich de diretor técnico desportivo, Jhousefer e Eduardo Messias de Tesoureiros, Vice-presidente Fabiano Melo e nosso eterno Presidente Duarte Aniceto. Ninguém fez tanto pelo clube como o Duarte ele segurou broncas homéricas e administrou grandes problemas enquanto a frente do CHV, todos foram importante para o CHV, mas temos que reconhecer que ele fez um pouco mais.
Enfim, realizamos todos nossos objetivos, organizamos passeios, ciclo viagens, competições com os melhores atletas,  fizemos amigos em todos os cantos do país, alavancamos o mountain bike, plantamos a semente e agora estamos apenas cuidando das próximas gerações pra que essas nunca deixem essa arvore sem frutos.
Pra terminar este documento quero lembrar dos nossos amigos que infelizmente não podem mais pedalar conosco. Ao nosso amigo Geraldo que não teve tempo de suficiente de filiar ao clube, mas nos acompanhou e sou muito grato pelo pouco tempo de amizade e pedaladas e ao Vilmar que infelizmente se foi pedalando uma grande ironia já que pedalar talvez seja uma das nossas maiores felicidades.
Rio Verde, 07 de Julho de 2010.

Friedrich Dutra Loiola"


Cicling for life, dude!