Tava "pedalando" pela net e de repente, vi uma postagem legal do Marcio May falando sobre gírias e resolvi postar aqui e compartilhar com os senhores. Boa leitura e grandes risadas!
O ciclismo, assim como em todos os esportes, é cheio de
gírias e uma pessoa que não é do meio acaba ficando boiando quando entra no
meio de uma conversa. Para ajudar quem está começando a pedalar a entender um
pouco melhor nosso vocabulário, vamos relatar aqui algumas expressões mais
comuns:
Pelotão – grande grupo de ciclistas que pedalam juntos.
Grupeto – é um pelotão pequeno, geralmente dos atletas que
ficaram para trás do pelotão principal;
Fuga ou escapada – Quando um ciclista ou mais ciclistas
deixam o pelotão principal na tentativa de abrir vantagem e ganhar tempo ou
tentar a vitória.
Sprinter ou velocista – É o ciclista com grande explosão
muscular (arrancada) especializado em chegadas, geralmente vence as provas em
que o pelotão chega compacto. Um sprintista pode passar chegar aos 80km/h em um
sprint final.
Escalador ou montanheiro – Ciclista especializado em subida de
montanha.
Passista – mesmo não sendo escola de samba, o ciclismo também
tem o passista que é aquele atleta que consegue manter um ritmo forte durante
um longo tempo. Geralmente tenta vencer as provas escapado ou trabalha em
função da equipe. O passista também se destaca nas provas de contra-relógio
individual.
Gregário – É fundamental em uma equipe. Estes atletas
abdicam do sucesso pessoal para servir a equipe e ao líder. Colocam a cara no
vento, neutralizam fugas, e ainda buscam água e alimentos. É praticamente
impossível ganhar uma competição sem um bom gregário.
Camelar – fala-se quando um gregário tem que ficar muito
tempo puxando o pelotão (camelando) para ajudar seu companheiro de equipe.
Contra-relógio – Modalidade dentro do ciclismo em que um
ciclista tem que pedalar um percurso no menor tempo possível. O atleta larga
sozinho e seu tempo é cronometrado. Não é permitido pegar vácuo dos
adversários. Existe também o contra-relógio por equipe onde os integrantes da
equipe correm todos juntos e fazem o revezamento do vácuo para conseguir andar
no maior ritmo possível.
Clássicas – são provas de um dia, a mais famosa é a
Paris-Roubaix disputada em grande parte sobre paralelepípedos. No Brasil a
clássica mais famosa é a 9 de julho realizada em São Paulo.
Prova por Etapas ou Volta Ciclística – Corridas que duram
dois ou mais dias. A corrida é cronometrada e o tempo de cada ciclista é
registrado. Vence o atleta que completar o trecho determinado em menor tempo.
Um grande exemplo disso é o Tour de France, a mais famosa prova por etapas do
mundo que tem três semanas de duração.
Prólogo – Em uma volta ciclística, é um pequeno
contra-relógio onde se define quem será o primeiro ciclista a usar a camisa de
líder, em geral amarela.
Meta Volante – É uma chegada intermediária durante uma prova
de ciclismo, quem cruzar primeiro ganha prêmios ou bonificações em tempo. No
Tour de France o líder veste a camisa verde.
Prêmio de Montanha – mesmo que uma meta volante, porém
sempre no alto de uma montanha, o líder desta classificação do Tour usa uma
camisa branca cheia de bolinhas vermelhas.
Botar a cara no vento ou puxar – Sair do vácuo proporcionado
pelos ciclistas imediatamente à frente e ditar o ritmo.
Andar na roda – ficar atrás de outro ciclista a uma
distância de poucos centímetros aproveitando-se do vácuo.
Atacar, torcer o cabo ou dar uma paulada – tentar uma fuga
aumentando a velocidade repentinamente.
Sobrar de roda – quando um atleta que está no vácuo do outro
não consegue mais acompanhar o ritmo e fica para trás.
Quebrado ou pregado – muito cansado.
Afogado – é quando um ciclista está forçando muito que chega
a sentir falta de ar, não podendo manter o ritmo que estava antes.
Prego de fome – quando o ciclista não se alimenta durante o
treino ou competição e de uma hora para outra bate a fraqueza e não consegue
mais manter o ritmo.
Tirar o bilhete – quando o ciclista não consegue mais
acompanhar o ritmo do pelotão que está se desmanchando, significa que chegou a
sua vez.
Homem do Martelo pegou – fala-se quando o ciclista
literalmente pregou na estrada.
Braço duro ou pato bravo – ciclista que não sabe andar no
meio do pelotão.
Bater Guidão – quando um ciclista está fazendo uma disputa
com outros.
Ir à morte – dar o máximo de empenho.
Escalera – vem do Espanhol “escada”, é uma forma de
revezamento que tem este formato muito comum em lugares com vento, pois só se
consegue o benefício do vácuo andando na lateral para trás de outro ciclista.
Caramanhola – squeeze ou garrafinha para levar a água.
Panela – buraco muito grande na estrada.
Volantão, coroão ou prato – Engrenagem dianteira grande,
utilizada para altas velocidades.
Comprar um terreno – fala-se quando alguém cai.
Essas são algumas expressões usadas por nós ciclistas. O
negócio é socar a bota, ir à morte, bater guidão até o final, cuidar para não
ser pego pelo Homem do Martelo e principalmente, não comprar terreno algum.
Boas provas!
Só para marcar: "Pedal é modinha, mas o MTB é art! "


















































